Queimaduras - Dr. Fernando Fonseca

Queimaduras

Cada tipo de queimadura requer um cuidado especial e específico, dependendo do agente causador, da extensão e da profundidade dos ferimentos.

Não há necessidade de nenhuma cirurgia nas queimaduras de 1º grau, pois elas são superficiais e cicatrizam sozinhas, onde são utilizados hidratantes e géis para aliviar a dor.

As queimaduras de 2º grau já podem necessitar de reparo cirúrgico, principalmente as mais profundas. "Dependendo da extensão, pode ser retirada aquela área queimada e suturada ou realizado um enxerto de pele, que é um autotransplante de pele íntegra de outra área do corpo para restaurar a pele perdida".

Já as queimaduras de 3º grau sempre precisam de cirurgia para sua resolução, pois a pele é totalmente destruída e perde a capacidade de cicatrização. “Nesses casos é necessário pelo menos um procedimento cirúrgico para retirada da pele necrosada. Esta cirurgia é chamada de debridamento, feita sob anestesia e no centro cirúrgico.

Em seguida é realizado o enxerto de pele, da mesma maneira, em geral em outro dia. Entre esses procedimentos as queimaduras são tratadas com curativos específicos e analgésicos.

A principal técnica cirúrgica utilizada é a enxertia de pele.

Casos mais complexos, como queimaduras elétricas podem necessitar de técnicas mais elaboradas de correção com retalhos cutâneos, ou seja, transferência de pele e gordura, ou ainda com músculo associado.

Nessa fase ainda podem ser usadas as matrizes de regeneração dérmica, que são um tipo de pele artificial.

As matrizes não são a pele completa, mas somente a camada mais profunda (derme), feitas com colágeno de porco ou de boi. Elas são usadas em feridas de 3º grau extensas ou em áreas mais nobres como as articulações, e sobre elas também é necessária a colocação de um enxerto de pele do próprio paciente. Já a correção das deformidades tardias pode ser feita com outros enxertos, retirada das cicatrizes, sutura (quando pequenas, sendo transformadas em uma cicatriz linear, mais disfarçada), zetaplastias (um tipo de alongamento de cicatrizes com retração) e uso de expansores de pele. Esses dispositivos são como uma “bexiga” de silicone que é cirurgicamente posicionado abaixo de uma área de pele saudável próxima ao local da cicatriz e aos poucos ele é expandido com soro fisiológico por meio de uma punção com seringa e agulha, distendendo a pele e gerando uma sobra.

Ao término, parte da cicatriz ou sua totalidade pode ser retirada e a pele expandida é deslocada para aquela região, trocando a cicatriz por uma pele lisa e saudável.

Esse procedimento muitas vezes é feito de forma sequencial, até que se retire a maior parte da cicatriz.

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Dr. Fernando Fonseca

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de MInas Gerais, UFMG, em 2007, o Dr. Fernando Fonseca se especializou em Cirurgia Plástica durante a sua residência na Universidade do Vale do Sapucaí, UNIVÁS...